sábado, 5 de março de 2016

"Benevolência, altruísmo e compaixão"



O que despertou o meu interesse pelo Mindfulness foi a simplicidade das práticas, os resultados satisfatórios a curto e a longo prazo e também os inúmeros estudos científicos sobre o tema. O que garante mais segurança para o instrutor e para o aluno. 

Então, comecei a estudar o assunto, depois iniciei as práticas, fiz o programa de oito semanas e atualmente estou em formação profissional em Mindfulfullnes aplicado à promoção da saúde (terminando o módulo básico). 

Mindfulness pode ser aprendido em programas ou cursos estruturados que comportam atividades presenciais (junto a um instrutor) e à distância, combinando técnicas simples e de fácil aplicação em nosso dia a dia.

eficácia e a efetividade das intervenções baseadas em mindfulness para a promoção da saúde têm sido estudadas em uma variedade de populações, incluindo pessoas com diagnósticos de câncer, ansiedade, depressão, dor crônica, cardiopatias, e outros transtornos relacionados ao “estresse”; bem como em indivíduos considerados saudáveis, mas com níveis elevados de “estresse”, como profissionais, estudantes, atletas, entre outros.
Deixo a dica de que, a aplicação dos grupos de mindfulness para pacientes está condicionada à competência profissional específica para se trabalhar com o público-alvo em questão e 
quando forem participar de algum programa de “mindfulness aplicado à promoção da saúde” voltados a clientes/pacientes (em formato de 8 sessões/8 semanas, baseado no modelo MBSR – Mindfulness-based Stress Reduction), procure se informar sobre a formação do seu instrutor. O ideal é que seja um instrutor qualificado com formação em MBSR e com experiência prévia (pessoal e/ou profissional) em práticas meditativas, em especial nas práticas de mindfulness.   

A prática de mindfulness ("atenção plena", em português), baseada especificamente no método do Mindfulness Based Stress Reduction (MBSR), foi desenvolvida por Jon Kabat-Zinn e tornou-se extremamente bem-sucedida. 
Nos últimos 30 anos, a prática ganhou reconhecimento mundial e despertou interesse, não apenas na área médica, onde foi aplicada pela primeira vez, mas também em sistemas de ensino e no mundo corporativo.
Quando instrutores qualificados como Jon Kabat-Zinn, ensinam a prática mindfulness, as principais 
mensagens que vêm à mente são de benevolência, altruísmo e 
compaixão. 
No entanto, nem sempre é assim. Um professor pode deixar de fora esse importante componente na sua apresentação ou método. Quando a compaixão não está claramente presente no treinamento, há o risco de usar o mindfulness meramente como ferramenta para aumentar a concentração e o foco, com o objetivo de atingir metas questionáveis. 
Ao praticar a atenção plena com compaixão percebemos vários benefícios, já que, a fim de cultivar a compaixão, precisamos estar atentos e conscientes. Para proteger essa prática de qualquer desvio, um componente claro de altruísmo precisa ser incorporado desde o início. 

Inspirado na publicação de: Matthieu Ricard.



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