sábado, 9 de abril de 2016

Resenha do livro "Manual Prático - Mindfulness. Curiosidade e a aceitação" - parte 1

Boa noite,

Fiquei um pouco ausente, pois estive atarefada nas últimas semanas. Uma dessas tarefas foi fazer essa resenha. E vou compartilhar um pouco desse trabalho com vocês. 

O livro "Manual Prático - Mindfulness. Curiosidade e aceitação" (Palas Athena, 2015, 246 páginas), dos autores Javier García Campayo e Marcelo Demarzo aborda muito bem, desde o prefácio, o fato de vivermos em um mundo em constante mudança e que essa adaptação frenética costuma ocorrer à custa de estresse e sofrimento. 

Então, a rápida expansão do Mindfulness nos últimos anos pode ser explicada, em parte, pela necessidade do ser humano contemporâneo encontrar meios para sobreviver dignamente no ambiente de sua própria criação. 
Por meio da globalização, o Ocidente olhou para o Oriente e surgiu uma troca frutífera de informações, de conhecimentos e de habilidades vitais em ambos os sentidos. 

Segundo os autores dessa obra, mindfulness é uma terapia secular sem qualquer reminiscência religiosa ou cultural, com uma sólida base científica. Embora a palavra mindfulness seja habitualmente traduzida como “atenção plena”, “observação clara” ou “consciência plena”, o termo também inclui outros aspectos.

É importante ressaltar, que Mindfulness refere-se a um estado ou característica da mente humana e que a meditação é uma das técnicas mais utilizadas para obter essa característica.
Um dos elementos-chave do mindfulness é a atitude amável em relação a si próprio. A atitude de compaixão e amabilidade que devemos ter perante nós mesmos.

Jon Kabat-Zinn, define mindfulness como “simplesmente parar e estar presente, isso é tudo”, e essa é a definição com a qual eu mais me identifico, pois de fato quando você pratica o mais importante é “parar” e “estar presente”.
O marco mais importante para o desenvolvimento de mindfulness foi a fundação, no ano de 1979, do Centro de Mindfulness da Universidade de Massachusetts (EUA) por Jon Kabat-Zinn, que desenvolveu o “Programa de Redução de Estresse” Baseado em Mindfulness” (Mindfulness-Based Stress Reduction Program, MBSR).

Alguns autores denominaram o “modo ser”, em contraposição à forma habitual com que a nossa mente funciona na vida diária, que descrevem como “modo fazer”, este último modo citado poderia ser definido como quando a mente está preocupada em analisar o passado e o futuro. Nesses casos, a mente tende a divagar de maneira contínua e o que acontece conosco, em geral, é rotular e julgar os pensamentos ou acontecimentos como bons ou ruins, agradáveis ou desagradáveis, por exemplo. 
No modo mindful a abertura e a flexibilidade da mente são totais, o foco do “modo ser” está em aceitar e permitir a experiência dos fenômenos em nossa vida diária, sem pressão para muda-la ou julgá-la.

Algo que achei interessante de ser abordado nesse livro é o fato de mencionar que os resultados não são rápidos, pois algumas pessoas esperam obter resultados nas primeiras meditações. Entretanto, estudos demostraram que em oito a doze semanas de práticas formais diárias de vinte a trinta minutos pode-se obter mudanças psicológicas significativas. 
É importante ressaltar que meditar é uma técnica que requer disciplina e vontade, sendo fundamental que esta prática seja incluída de forma habitual em nossas vidas para que os resultados sejam mantidos. 

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