domingo, 31 de julho de 2016

Mindfulness na simplicidade




“Mindfulness” (que tem sido traduzido como “Atenção Plena” em português) é um termo que pode designar um estado mental, um conjunto de técnicas ou exercícios mentais (“Meditação Mindfulness”), programas estruturados de treinamento baseados em “Mindfulness”, ou ainda um conceito psicológico. 

O estado mental de “Mindfulness” pode ser induzido ao focarmos nossa atenção intencionalmente na experiência direta do momento presente, numa atitude aberta e não-julgadora. Segundo Jon Kabat-Zinn, um dos responsáveis pela “ocidentalização” das práticas de mindfulness com foco na saúde, “Mindfulness é a simplicidade em si mesmo. Trata-se de parar e estar presente. Isso é tudo”.

Esse estado mental pode ser treinado por meio de técnicas ou exercícios meditativos e psicoeducativos, os quais são parte fundamental das Intervenções Baseadas em “Mindfulness”. 

Fonte: Mente Aberta

Então vocês me perguntam. Por quê publicar o vídeo dessa cadelinha linda?
Primeiro, porque ela é realmente linda rsrsrs brincadeira. Na verdade é para demonstrar que "ali" ela estava no momento presente, brincando com seu bichinho. E eu também estava ao observa-la brincar. Isso é Mindfulness: consciência plena, viver o momento presente.

MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction)


Mindfulness, ou Atenção Plena, é um estado de atenção ao momento presente que pode ajudá-lo a viver com mais satisfação, paz interior e saúde.
Tem resultados cientificamente comprovados em áreas como a redução do stress, da ansiedade, da depressão e da dor crónica, bem como no aumento da concentração e da sensação de satisfação com o próprio/com a vida.
É uma prática independente de qualquer religião e que pode ser aplicada no exato momento em que qualquer pensamento, sentimento ou situação surge.

É ADEQUADO PARA QUEM:

Este é um curso de carácter mais intensivo, recomendado para quem:
– Já fez um curso de “Introdução ao mindfulness” e gostava de aprofundar os seus conhecimentos;
– Não fez o curso de “Introdução ao mindfulness”, mas tem um interesse genuíno por esta área, estando disposto a dedicar-se a um programa de natureza mais intensiva.
E um curso recomendado também para quem:
– Quer aprofundar os seus conhecimentos sobre a meditação 

mindfulness; e
– Está disposto participar semanais nas sessões e praticar além delas, para assim potenciar os resultados da sua prática.

O programa MBSR – Mindfulness-Based Stress Reduction, foi desenvolvido no final da década de 1970 pelo médico Jon Kabat-Zinn, no Center for Mindfulness (CFM) da Escola Médica da Universidade de Massachusetts.

Desde então, mais de 22.000 pessoas realizaram, nos EUA, este programa e aprenderam a usar os seus recursos e competências inatas para responder de forma mais eficaz ao stress, à dor e à doença.

MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction) é, atualmente, o programa de mindfulness com mais pesquisa científica e mais praticado a nível mundial.

COMO PODE ESTE CURSO AJUDÁ-LO?

–  Trazer um estado de maior presença para o seu dia a dia;
– Manter esse estado de presença por períodos de tempo mais longos;
– Praticar a aceitação daquilo que acontece “tal como é”.
– Prolongar o seu sentimento de paz interior, independentemente das circunstâncias em que se encontra;
– Alcançar um estado de maior equilíbrio emocional e com menos 
oscilações.
– Reduzir/lidar melhor com a dor crónica e o estado de tristeza ou irritabilidade que lhe está associado.
– Melhorar outras condições de saúde como a depressão, a ansiedade, a atrite, ou o sistema imunitário.

*Eu, Camila Bárbara Teixeira, sou instrutora de Mindfulness em formação pelo Mente Aberta -UNIFESP.

Fonte: MBSR

terça-feira, 26 de julho de 2016

A mente e o cavalo selvagem

    Fonte da imagem: raca-cavalos.com

A sua mente é como um cavalo selvagem, dizia o monge. 
Os cavalos selvagens estão habituados a correrem livremente. 
Eles não estão habituados a estarem quietos por muito tempo ou de serem forçados contra a sua vontade a estarem no mesmo sítio. 

A sua mente é como um cavalo selvagem quando você senta para meditar. 
Não espere que ela fique quieta só porque você decidiu sentar e meditar. 
Em vez de tentar imediatamente focar em um objeto de meditação, dê espaço à sua mente para se ambientar, para relaxar um pouco.

Aproxime-se dela da mesma forma que estes cavalos selvagens são domados. 
Imagine que estás no meio de um campo aberto ao redor de um cavalo selvagem. 
Se o puxar logo com a corda para dentro de um estábulo pequeno ele vai espernear... 
Você terá que ter paciência. 
Terá que permitir que ele ande à vontade pelo campo aberto e aos poucos vai puxando um pouco a corda para você, vai reduzindo o espaço que ele tem para correr, e ele vai se habituando à sua presença. 

Não quer dizer que por vezes não volte a ficar agitado! 
Dá-lhe tempo e o espaço que precisa, dá-lhe “corda”. 
Permite que o “cavalo” repouse naturalmente por si, que se sinta feliz, confiante e relaxado ao ficar no mesmo sítio. 
Se meditar desta forma, com paciência, então a sua mente ficará feliz e passará também a gostar de estar no mesmo sítio...

Fonte: Get Some Headspace (adaptado)

terça-feira, 19 de julho de 2016

Por um mundo com mais compaixão!


       Gostaria de explicar qual é a importância do amor e da compaixão. É importante saber o que é compaixão, algumas vezes pensamos que é pena, mas isso não é compaixão. Compaixão é o senso de preocupação, mas mais do que isso, é a noção clara de que todos os seres têm exatamente o mesmo direito à felicidade. Essa compreensão é que nos traz a compaixão.

    Também um outro aspecto que costuma ser confundido com compaixão é a sensação de proximidade, de ligação que temos com amigos e parentes. Mas isso não é compaixão verdadeira, porque esse sentimento está ligado ao apego.

      Muitas vezes, nosso senso de preocupação com o outro depende da atitude que ele adota. Se a pessoa age de forma negativa, nosso senso de compaixão desaparece. Mas um senso de compaixão verdadeiro é o que nos leva a ver o outro como tendo exatamente o mesmo direito que eu à felicidade. 

     A compaixão que se assenta no apego não se sustenta. A que se baseia na compreensão da igualdade de todos os seres é desprovida de apego, e é verdadeira.

   Qual é o benefício da compaixão? Ela nos traz força interior. Geralmente, temos um senso de "eu, eu, eu". E nossa mente centra tudo em nós mesmos. Então, todas as experiências negativas, mesmo pequenas, se tornam muito dolorosas, enormes. Mas quando pensamos nos outros, nossa mente se amplia, e os nossos pequenos problemas se tornam realmente pequenos, e as coisas negativas não prejudicam nossa mente.

    Alguns, quando experimentam tragédias que são involuntárias, se sentem enterrados em uma montanha de sofrimento. Mas, por outro lado, quando se pensa voluntariamente nos problemas dos outros, se procura alivia-los de seus sofrimentos, essa atitude voluntária traz uma abertura para o ser. Dessa maneira, mesmo em meio a problemas pessoais, isso traz uma base de clareza, e a pessoa será capaz de se sustentar.

     Podemos questionar se o valor da compaixão, de um coração compassivo é universal. Eu acredito que todos os seres humanos têm o mesmo potencial. Basicamente, o ser humano é voltado para a vida e comunidade. Assim, a semente da compaixão está lá, a semente do trabalho em conjunto está lá. É da natureza humana trabalhar em conjunto. O individualista não pode sobreviver.

      As abelhas também são animais sociais. Não há polícia, não há um estado, no entanto trabalham em conjunto. Uma abelha não pode ser individualista. Mas, diferentemente dos outros animais sociais, o ser humano tem a capacidade de se votar ao altruísmo ilimitado. Temos a semente da compaixão dentro de nós. Todos nós.

      Quando vemos os benefícios de uma mente compassiva, e o mal de uma mente não compassiva, é fácil ver a diferença. Então, voluntariamente iremos analisar cada vez mais, mudar cada vez mais a nossa atitude. E assim, dia após dia, mudamos.

      O treinamento da mente não pode ser imposto a ninguém. É preciso que nós mesmos vejamos os benefícios. Pense sobre o que o ódio traz para sua vida, para sua saúde, para as pessoas que estão à sua volta. Pense sobre a compaixão e o que traz. E assim, teremos o ímpeto de cultivar certos valores, e rejeitar outros.

      Dessa maneira crescemos a cada dia, mas se não fazemos nada para reduzir nosso ódio e cultivar a compaixão tudo ficará como está, a semente nunca irá germinar.

      Normalmente nossos problemas nascem de percebermos apenas o nível das aparências, e não a realidade. Ficamos no nível das aparências, e com base nelas fazemos o nosso julgamento. Também nos concentramos na felicidade de curto prazo, e não na de longo prazo.


domingo, 3 de julho de 2016

No final apenas três coisas são importantes... 💕💕💕



"Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora. Costumamos pensar apenas no passado ou estar excessivamente preocupados com o futuro. Isso nos impede de viver o momento e faz com que nossas vidas passem sem que tenhamos consciência disso.

Cuide de seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só. Para encontrar um verdadeiro estado de bem estar, é imprescindível que a mente e o corpo estejam em equilíbrio.

Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes. Para encontrar nossa paz interior, precisamos ser conscientes dos nossos potenciais pessoais e aprender a dosá-los, assim como nossos recursos. Desta forma, viveremos um verdadeiro crescimento e evolução.

Não machuque os outros com o que te causa dor. Tendo um significado parecido com o da frase “não faça com os demais o que não gostaria que fizessem com você”, esta quinta reflexão vai muito além, já que consiste em um profundo conhecimento de nós mesmos e em uma grande empatia para e com os demais.

Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita. Nosso desejo de ter sempre mais, tanto no plano material, como no emocional, é a principal fonte de todas as nossas preocupações e desesperanças. 

O fato de desejar mais coisas a todo o tempo indica somente falta de segurança, e mostra que nos sentimos sós e que precisamos preencher estes vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar nada.

Para entender tudo, é preciso esquecer tudo. Estamos, desde pequenos, imersos numa contínua aprendizagem. Na infância, nosso mapa mental ainda não está desenhado, o que nos faz sermos abertos a “tudo” e à capacidade de entender qualquer coisa, pois não sabemos julgar.

Mas a medida em que crescemos, nossa mente se enche de restrições e normas sociais que nos dizem como devemos ser, como devem ser as coisas, e como devemos nos comportar, inclusive o que 
devemos pensar. Nos tornamos inconscientes de nós mesmos, então nos perdemos.

Para mudar e ver as coisas sob uma perspectiva mais saudável para nós, precisamos aprender a nos desligar das crenças, dos hábitos e das ideias que não provêm do nosso coração."